Quem sou eu? Lionel, professor de francês no Rio

« Ego trip, ego trop. »
Prazer. Eu sou Lionel Philippe, mais conhecido pelo apelido de « M. Bonjour-Merci ».
Sou francês, professor de francês língua estrangeira, e há vários anos moro no Rio de Janeiro. Não, não vim parar aqui por acaso — e muito menos fiquei por acidente. Estou aqui porque adoro esse país e seus habitantes, e também (sobretudo?) porque descobri, bem rápido aliás, que amo mais do que tudo ensinar minha língua para quem quer fazê-la vibrar.
E eu não estou sozinho!
Neste blog, somos quatro. Três personagens vêm comigo compartilhar sua voz e seu universo, cada um com seu tempero. na verdade, mais com seu sotaque e seus tiques:
- Bia. a cabeleireira brasileira da rua Saint-Maur, nossa ponte entre o Rio e Paris. É ela quem treina os lusófonos no temível R francês (aquela coisa que faz até os mais motivados assobiarem), as ligações traiçoeiras e os sotaques que sempre pegam a gente de surpresa.
- Lulu, o dono do bistrô do 11º arrondissement, a quem devemos as receitas de boeuf bourguignon como em casa, o vocabulário do balcão e os melhores endereços de vinho natural por um preço camarada. Resumindo, a França profunda versão balcão e pastis.
- Jeannot, o marselhês do Panier, fanático pelo OM, que nos leva pelas expressões do Sul (peuchère, fada, cagnard, chichourle… e por aí vai) e que prova. com muito entusiasmo. que o francês não é só Paris, viu.
Nós quatro tentamos cobrir todas as facetas da língua: a gramática de livro didático, a gíria de balcão, a pronúncia traiçoeira, as expressões regionais e a cultura que vem junto. Um time e peras, portanto. bom, é uma forma de falar.
Por que o Brasil?
O Brasil, para um francês, é um choque. Um belo choque.
Da primeira vez que cheguei aqui, o que me pegou não foi a praia (linda, sem dúvida), nem o Cristo (impressionante, combinado), nem mesmo a caipirinha (embora…): foi o sorriso das pessoas na rua. O olhar direto, a educação calorosa, esse jeito que os brasileiros têm de te fazer sentir bem-vindo mesmo quando você balbucia a língua deles com um sotaque horrível e três verbos no bolso.
Na França, às vezes somos distantes, até um pouco frios, sejamos honestos. Aqui, primeiro se sorri, depois se conversa. Brinca-se com a padeira. Ajuda-se um desconhecido a carregar as sacolas. Canta-se no caixa do supermercado (verídico).
Esse povo, com sua alegria de viver, sua simpatia contagiante, sua resiliência cotidiana diante de dificuldades que mal se imaginam na Europa, me adotou sem que eu percebesse direito. Então larguei as malas por aqui. E decidi, bem naturalmente, devolver um pouco do que me deram: ensinar francês para quem quisesse aprender.

Meu método: seu ritmo, sua vida, seu objetivo
Eu não dou as mesmas aulas para todo mundo. Não tenho um método mágico universal, desculpa se você esperava um segredo milagroso. Tenho, sim, uma convicção bem sólida: cada aluno é único, e cada aula deve ser feita sob medida para ele.
- Você que está se preparando para o DELF B1 para o pedido de residência? A gente faz produção escrita três vezes por semana, e corrige suas cartas administrativas até ficarem perfeitas.
- Você que vai morar em Nantes com a família? A gente prepara você para os diálogos da padaria, do médico, da escola, situações reais, não aquele francês de livro didático que diz «Bonjour madame, comment allez-vous?».
- Você que quer ler Baudelaire no original? A gente lê junto, e discute cada estrofe (sim, até aquelas que parecem incompreensíveis no começo).
- Você que se apaixonou por um francês? A gente conversa sobre os mal-entendidos culturais, as expressões do dia a dia, o subjuntivo na hora de dizer « je t'aime » — porque sim, isso conta.
Seu objetivo define o caminho. Meu trabalho é tornar esse caminho o mais curto, eficiente e agradável possível. E, sinceramente, já não é pouca coisa como programa.
Minha promessa: que você progrida
Faço questão de honra que cada um dos meus alunos progrida. Não no meu ritmo, no dele. Sem vergonha se precisar voltar cinco vezes no mesmo ponto de gramática (o subjuntivo imperfeito, estou de olho em você); sem pressão desnecessária; mas também: nada disso. sem complacência: quando você pode avançar um degrau, eu te empurro um pouco, com jeito, até você conseguir.
É essa exigência gentil (digamos «amigável mas teimosa») que faz com que meus alunos fiquem comigo por muito tempo. Alguns estão comigo há três, quatro, cinco anos. Não porque não progrediram — pelo contrário, mas porque depois do DELF B2, querem o C1. Depois do C1, querem ler Proust. Depois de Proust, querem traduzir poemas. A língua francesa é um poço sem fundo, e é justamente isso que a torna maravilhosa.
E o humor, então?
Ah, sim. O humor. Não consigo dar uma aula sem fazer meus alunos rirem, pelo menos uma vez por hora. É meu pequeno desafio pessoal, um pouco bobo talvez, mas eu me mantenho fiel a ele. Às vezes com uma piada ruim («Vous connaissez l'histoire du subjonctif qui entre dans un bar? Il fallait qu'il vînt.»), às vezes com um trocadilho idiota, às vezes com uma história das minhas primeiras semanas no Rio: tipo aquela vez em que pedi uma «baguete de queijo» para a padeira e ela me olhou como se eu tivesse vindo de Marte.
Aprender uma língua já é bem difícil. É preciso que também seja um prazer. Senão, a gente desiste na primeira conjugação complicada. ou pior, no gerúndio.

O que meus alunos dizem
Não vou roubar a fala deles (eles falam melhor do que eu, aliás), mas o que aparece com frequência é:
- « Lionel, il ne me parle jamais français comme un robot. »
- « Il m'écoute d'abord, il enseigne ensuite. »
- « On rit à chaque cours et je ne vois pas le temps passer. »
- « Depuis trois ans, je progresse à mon rythme et je suis toujours content de le retrouver. »
Essas são minhas maiores recompensas, sinceramente. Que meus alunos fiquem satisfeitos, felizes em aprender comigo, e principalmente — que progridam em francês. O resto (os diplomas, as notas, os certificados) é só consequência.
Quer fazer uma aula?
Eu ofereço:
- aulas particulares por vídeo (Zoom, Google Meet: você escolhe, eu me adapto),
- aulas presenciais no Rio (na minha casa em Laranjeiras, ou na sua se você estiver na Zona Sul, sujeito à disponibilidade e a um trajeto razoável),
- aulas em grupo pequeno (de 2 a 4 alunos de nível parecido. porque além disso, a qualidade cai),
- preparação para DELF / DALF (A1 a C1 — o C2 eu também faço, mas me avise com antecedência),
- aulas de conversação para quem só quer manter o francês falado em dia, conversar sobre qualquer assunto e manter a prática.
A primeira aula é gratuita! São 30 minutos de conversa para a gente se conhecer, mais 30 minutos de iniciação ao francês em que avaliamos seu nível e definimos juntos o que vamos fazer.
Sem compromisso. Sem vendedor te pressionando. Só você, eu, e um pouco de francês.
Escreva para mim pela página de contato do blog, ou me envie uma mensagem. Eu mesmo respondo, todos os dias. às vezes com um pouco de atraso se estou dando aula, mas sempre respondo.
Até breve!
*— Lionel Philippe · alias « M. Bonjour-Merci »***

