Paris sem gastar um centavo — 30 boas dicas grátis

Paris tem fama de ser cara. É verdade — até você aprender a lê-la. A maioria das coisas que fazem Paris ser Paris — o Sena, os quais, os jardins, os monumentos vistos de fora, as igrejas, a música de rua, boa parte dos museus — são totalmente gratuitas. Aqui vai nosso caderno com as melhores dicas, testadas e aprovadas por parisienses sem dinheiro (ou seja, quase todo mundo, em algum momento).
1. Os museus gratuitos o ano inteiro
- Museu Carnavalet — Marais, 3º arrondissement. A história de Paris contada em 4.000 objetos. Gratuito todos os dias.
- Petit Palais — 8º. Belas-artes, exposição permanente gratuita (as temporárias são pagas).
- Museu de Arte Moderna de Paris (MAM) — 16º. Matisse, Modigliani, Dufy com acesso livre.
- Casa de Balzac — Passy, 16º. A casa onde Balzac se escondia dos credores. Gratuita.
- Casa de Victor Hugo — place des Vosges. Onde ele escreveu Os Miseráveis. Gratuita.
2. O primeiro domingo do mês
16 museus nacionais ficam gratuitos no primeiro domingo do mês, o ano inteiro. Os imperdíveis:
- Louvre (só de outubro a março — do contrário a fila é impossível)
- Museu d'Orsay — impressionistas, Van Gogh, Monet
- Museu Carnavalet — a história de Paris, coleção permanente sempre gratuita
- Museu do quai Branly — artes primitivas
- Museu Rodin — o Pensador, num belíssimo palacete
⚠️ Chegue às 9h15, antes da abertura. Senão são 2h de fila.
3. Menos de 26 anos, residente da UE? Não paga nada
Se você tem menos de 26 anos e um título de residência europeu, quase todos os museus nacionais são gratuitos permanentemente. Basta um documento de identidade e um comprovante de residência. Você pode ir ao Louvre quantas vezes quiser.
4. Os passeios grátis que valem mais que qualquer guia pago
- A coulée verte René-Dumont (12º) — antiga linha férrea transformada em passarela suspensa. Como a High Line de Nova York, só que mais antiga e mais arborizada.
- O canal Saint-Martin — 10º. Nove eclusas, pontes giratórias, clima de vilarejo. No domingo é só para pedestres.
- A colina de Montmartre de manhãzinha — 18º. Suba a rue Lepic às 8h, tome um café na Maison Rose, desça pela vinha de Montmartre (sim, tem uma vinha ali).
- O Père-Lachaise — 20º. O maior parque de Paris, um mapa e 6h de folga: Jim Morrison, Édith Piaf, Chopin, Oscar Wilde, Balzac, Colette.
- Buttes-Chaumont — 19º. Uma gruta, um templo sobre uma rocha, um lago. Como um Central Park de bolso.
5. Comer de graça (ou quase)
- Marché des Enfants-Rouges (3º) — degustação gratuita em vários produtores, no sábado de manhã.
- Marché d'Aligre (12º) — o mais barato de Paris. Frutas a 1 €/kg no fim da manhã.
- Falafel L'As du Fallafel (4º) — 8 € pelo melhor falafel de Paris. No Marais. Sempre tem fila, mas vale a pena.
- Foyer vietnamien (13º) — uma tigela de pho por 9 €. Enorme, reconfortante, fumegante.
6. Cinema grátis ou baratinho
- Fundação Louis Vuitton — sessões gratuitas de curtas-metragens em algumas noites.
- Cinéma du Panthéon (5º) — sessões antigas de cinema de arte a 6 €.
- Sessões ao ar livre do parque de la Villette (julho-agosto) — filmes ao ar livre, na grama, gratuitos. Clima mítico.
7. Shows e espetáculos gratuitos
- A Fête de la Musique (21 de junho) — Paris se transforma num palco gigante. Cada esquina tem um show.
- Nuit Blanche (primeiro sábado de outubro) — 400 obras de arte contemporânea expostas gratuitamente a noite toda.
- Os conservatórios municipais — cada arrondissement tem um. Os concertos de alunos são gratuitos e muitas vezes excelentes (piano, violino, canto lírico).
- La Villette — festivais de jazz, world music, som de todo o mundo — metade dos shows é gratuita no verão.
8. Viver como um parisiense sem gastar nada
- Compre um livro na livraria de rua do canal Saint-Martin (2-3 €) e sente-se à beira da água.
- O Senado autoriza piquenique no jardim do Luxemburgo — leve pão, queijo, uma maçã, um caderno, uma caneta.
- As igrejas são gratuitas, silenciosas, abertas — Notre-Dame (restaurada), Saint-Sulpice (os Delacroix são magníficos), a Sainte-Chapelle (paga, mas 5 € para jovens).
- A Biblioteca Nacional da França — sede Richelieu (rue de Richelieu, 2º) — a antiga Biblioteca Real, restaurada em 2022, cuja Salle Ovale agora é totalmente gratuita e aberta a todos, sem necessidade de cadastro. Uma sala magnífica coroada por uma enorme cúpula de vidro — um dos ambientes mais bonitos de Paris para ler, trabalhar, ou simplesmente sentar em silêncio. O melhor escritório gratuito de Paris, de longe.

A Salle Ovale da BnF Richelieu — sua cúpula envidraçada, suas estantes altas, um dos mais belos "escritórios gratuitos" da Europa.
9. Se locomover sem se arruinar
- Vélib' — 3,10 €/mês de assinatura, mais 30 minutos gratuitos em cada trajeto.
- Andar a pé. Paris tem 10 km de leste a oeste. A pé, você realmente a vê.
- O passe Navigo Découverte — 84,10 €/mês para Paris + região metropolitana toda. A única coisa em que realmente vale a pena investir.
Resumo prático
- 🎯 O que custa caro: a subida da Torre Eiffel, a Torre Montparnasse, os barcos turísticos, os cabarés, os táxis. Evite.
- 🎁 O que é gratuito: o Sena, os quais, todas as pontes, todos os jardins, quase todos os museus municipais, metade dos museus nacionais no primeiro domingo, a música de rua.
- 💡 A regra de ouro: em Paris, o que parece pago é frequentemente gratuito, desde que você saiba quando ir.
Escreva nos comentários sua boa dica gratuita favorita em Paris — vou reunir as 5 melhores numa próxima edição da newsletter.
