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CinémaNível B2
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Emily in Paris: o Paris meloso, de papelão, visto pelos americanos (B2)

« signé Vincent »

Nível B2 (CECR). Hoje troco minha caneta gentil por uma caneta vermelha. Segure-se, porque vamos dissecar uma série que arranca ranger de dentes deste lado do Atlântico.

Assinado por·7 de julho de 2026·~13 min de leitura

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Emily in Paris : le Paris nunuche, de carton-pâte, vu par les Américains (B2)
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Emily in Paris: o Paris meloso, de papelão, visto pelos americanos (B2)

Nível B2 (CECR), Hoje, troco minha caneta gentil por uma caneta vermelha. Segure-se, porque vamos dissecar uma série que arranca ranger de dentes deste lado do Atlântico.
— Vincent

1. Emily Cooper desembarca: quando a Netflix reinventa Paris... em estúdio californiano

Outubro de 2020. A Netflix lança Emily in Paris, série criada por Darren Star (o pai de Sex and the City), e é a explosão: 58 milhões de lares assistem à primeira temporada em um mês. O pitch? Emily Cooper, jovem profissional de marketing americana de Chicago, consegue um emprego numa agência parisiense de luxo, a Savoir. Ela não fala francês, não conhece nada da cultura local, mas chega com seus saltos Louboutin e sua conta de Instagram para "trazer a perspectiva americana" para esses franceses tão engessados.

O problema? Esse Paris só existe no imaginário hollywoodiano. Um Paris de papelão, reconstituído em boa parte nos estúdios Arverne de Aubervilliers e em Suresnes (sim, você leu certo: Suresnes), completado por algumas cenas externas cuidadosamente selecionadas. Os parisienses de verdade — aqueles que pegam o RER B lotado às 8h17 ou que se viram para achar um apê por menos de 1.500 € no vigésimo arrondissement — não se reconhecem em nada disso. Aliás, por que se reconheceriam?

A série acumula clichês manjados com uma generosidade impressionante. Camisetas listradas, boinas sobre cabelos ondulados, baguetes debaixo do braço, terraços eternamente ensolarados: aliás, Paris tem 171 dias de chuva por ano, segundo o Météo-France. Croissants perfeitamente dourados em todo café da manhã. Emily mora num quartinho de empregada mansardado que, na realidade, custaria 900 € por mês por 9 m² sem banheiro (boa sorte pra tomar banho), mas que aqui parece um loft de revista com vista de tirar o fôlego para a Place de l'Estrapade. Francamente.

2. O catálogo completo dos estereótipos: inventário de um Paris meloso

Vamos analisar metodicamente essa galeria de retratos caricatos. Sylvie, a chefe francesa, encarna a parisiense arrogante: sempre vestida de preto, fuma (é claro), despreza tudo o que vem do outro lado do Atlântico e coleciona casos extraconjugais com elegância. Gabriel, o vizinho chef de cozinha, acumula os atributos do latin lover à francesa: camisa entreaberta, sorriso charmoso, paixão pela gastronomia e disponibilidade romântica permanente. Mindy, a amiga asiática de Emily, é uma herdeira chinesa bilionária que canta no metrô "por diversão" — reduzindo assim a diáspora asiática parisiense a um clichê exótico. Enfim, nada de surpreendente.

Os diálogos atingem níveis extremos de meloso. "I'm here to bring an American perspective", declara Emily em sua primeira reunião, como se Paris estivesse desesperada pela iluminação do marketing de Chicago. Quando ela sugere a uma marca de luxo "postar mais nas redes sociais", os colegas franceses a olham como se fosse uma marciana, embora (um lembrete rápido de passagem) a França tivesse 52,6 milhões de usuários ativos em redes sociais em 2020 (dados We Are Social/Hootsuite). Mesmo assim, na série, é como se o Instagram tivesse acabado de ser inventado.

A tabela abaixo resume o abismo entre a ficção e a realidade:

ElementoEm Emily in ParisNo Paris real
MoradiaQuartinho de empregada espaçoso, charme absurdo, aluguel não mencionado9-12 m², 700-1000 €, geralmente sem banheiro privativo
IdiomaTodo mundo fala inglês fluente com sotaque sexy39% dos franceses têm nível B1+ em inglês (Eurostat 2019)
ClimaSol permanente, céus rosados171 dias de chuva/ano, cinza frequente no outono
TrabalhoReuniões às 11h, almoços de 2h, saída às 17h35h legais, mas 39,1h efetivas (DARES 2020)
DiversidadeQuase ausente (exceto a amiga chinesa)20% da população nascida no exterior (INSEE 2020)
TransporteNunca tem metrô lotado, táxis por toda parte4,2 milhões de trajetos/dia no metrô, superlotação nos horários de pico

A série também transmite ideias açucaradas sobre o mundo profissional francês. As reuniões acontecem em salões forrados de madeira com champanhe, nunca em open-spaces com luz de neon deprimente. Os franceses ali estão sistematicamente atrasados ("é cultural!", ao que parece), fazem pausas para cigarro intermináveis e se recusam a trabalhar no fim de semana por princípio. Uma caricatura que ignora — como dizer? — a realidade dos executivos parisienses, dos quais 52% checam e-mails de trabalho no domingo, segundo um estudo da Cadremploi de 2019. Mas tudo bem.

3. A indignação francesa: quando a imprensa hexagonal parte para o ataque

A reação da crítica francesa não demorou. Le Monde estampou em outubro de 2020: "Emily in Paris: o Paris da Netflix não existe". O jornalista Olivier Pallaruelo denunciava ali "um acúmulo de lugares-comuns dignos de um panfleto turístico dos anos 1950". Libération reforçou a crítica com um artigo assinado por Juliette Rousseau: "Essa série nos devolve uma imagem colonial de nós mesmos: os franceses ali são ou arrogantes ou charmosos, mas sempre exóticos, observados com condescendência por uma americana providencial". Pronto.

O site Konbini publicou um artigo ácido listando "as 20 aberrações parisienses de Emily in Paris", apontando especialmente a cena em que a protagonista atravessa todo o Paris a pé com saltos de 12 cm sem nunca pegar o metrô (tente caminhar dos Champs-Élysées até a Bastille de Louboutin, para ver), ou aquela em que ela participa de uma festa VIP em Versalhes — sendo que o castelo fecha às 18h30 e não organiza nenhuma "festa privada" para agências de marketing. Bom, é uma forma de falar: existem alguns eventos, sim, mas não esse tipo de festa Instagram-friendly com champanhe à vontade.

Os próprios parisienses se apropriaram do assunto nas redes sociais. A hashtag #EmilyInParis gerou milhares de tuítes sarcásticos. A atriz francesa Camille Cottin (que interpreta a galerista Camille na série. sim, mais uma Camille, é confuso) declarou numa entrevista à France Inter em novembro de 2020: "Fizemos uma série americana que se passa em Paris, não uma série francesa. É o olhar deles sobre nós, não um documentário". E ela tem razão, né.

Alguns intelectuais viram nisso uma manifestação do soft power americano: a capacidade de Hollywood de impor suas representações do mundo, inclusive aos povos que ela pretende retratar. O historiador Jean-Michel Frodon observou na Slate: "Depois de colonizar nossas salas de cinema, as plataformas americanas agora colonizam nosso imaginário urbano. Esse Paris apaga a cidade real, diversa, conflituosa, para substituí-la por um cenário de sonho higienizado". Só que — e é aqui que fica interessante — muitos espectadores preferem esse Paris.

4. Uma tradição bem estabelecida: Hollywood e seu Paris fantasiado

Emily in Paris se insere numa longa tradição hollywoodiana de reinvenção da capital francesa. Woody Allen já tinha criado seu Paris nostálgico em Meia-Noite em Paris (2011), onde Owen Wilson viaja no tempo para conhecer Hemingway e Fitzgerald. Uma visão certamente romântica, mas assumida como fantasia. Ratatouille (Pixar, 2007) mostrava um Paris antropomórfico onde um rato vira chef estrelado: ali também, o irrealismo é explícito, assumido, ninguém espera cruzar com o Rémy na rue Montorgueil.

Mas Emily in Paris pretende representar o Paris contemporâneo, o de 2020, ao mesmo tempo em que o esvazia de sua substância. Onde estão os coletes amarelos que ainda protestavam na Place de la République? Onde estão os moradores de rua do Canal Saint-Martin? Onde estão as dificuldades de desemprego dos jovens formados: 21,3% de taxa de desemprego entre menores de 25 anos em 2020, segundo o INSEE? Ausentes. Desaparecidos. Evaporados como que por mágica.

O filme O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Jean-Pierre Jeunet, 2001) já tinha sofrido críticas semelhantes por sua Montmartre colorida e onírica, mas ele emanava ao menos de um olhar francês, de uma poética local. Quando Hollywood recupera essa estética "à la Amélie" — cores saturadas, luzes douradas, personagens excêntricos — transforma isso num produto de exportação, um Paris-Disneylândia consumível por um público internacional que nunca vai colocar os pés lá. E que, aliás, nem tem tanta vontade de colocar os pés lá (o de verdade, quero dizer).

O cineasta Cédric Klapisch, autor de L'Auberge Espagnole (2002), observou em 2021 na Télérama: "O que me incomoda em Emily in Paris é a ausência total de atrito com o real. Paris também é a dificuldade, o fracasso, a solidão. Essa série mostra uma cidade onde tudo é fácil para quem tem o passaporte certo". E aí, francamente, ele coloca o dedo em algo importante.

5. O Paris real: multicultural, popular, contemporâneo

Vamos voltar à realidade factual. O Paris de 2020, aquele que Emily in Paris poderia ter mostrado (mas não mostrou), tinha 2,16 milhões de habitantes intramuros (INSEE) e 12,2 milhões na área urbana. É uma cidade onde 23% dos moradores nasceram no exterior — contra 13% na média nacional — e onde se falam mais de 180 idiomas diferentes nos pátios das escolas. Sim, 180. Eu conferi.

O Paris contemporâneo é Barbès e seu comércio afro-magrebino, é Belleville e sua comunidade chinesa dinâmica, é o décimo terceiro arrondissement e sua Chinatown, é a Goutte d'Or e seus ateliês de estilistas africanos. É também a gentrificação galopante: o preço médio do metro quadrado atingiu 10.860 € em 2020 (cartórios notariais da França), expulsando progressivamente as classes populares para os subúrbios. E isso é um assunto de verdade. Mas, claro, nada glamouroso.

É uma cidade de tensões sociais: as manifestações contra a reforma da previdência em 2019-2020, os atos por Adama Traoré e contra a violência policial em junho de 2020, as greves no transporte. Também é (porque é preciso ser justo) uma metrópole criativa que reúne 17 mil empresas do setor da moda (Paris Good Fashion), 300 startups de tecnologia registradas na Station F, 173 museus e monumentos. Enfim, uma cidade complexa.

Esse Paris fala francês em primeiro lugar, ao contrário do que mostra a série, na qual Emily não faz nenhum esforço linguístico durante episódios inteiros. Segundo a pesquisa European Survey on Language Competences, apenas 14% dos franceses se sentem realmente à vontade em inglês. Numa agência parisiense de verdade, Emily teria enfrentado reuniões inteiramente em francês, com talvez um esforço pontual de tradução — não colegas trocando constantemente para o inglês só pro conforto dela. Aliás, tente perguntar um caminho em inglês no metrô às 18h numa terça-feira: você vai ver.

6. Além da polêmica: o que revela esse Paris de fancaria?

A questão vai além do simples debate estético. Emily in Paris foi assistida por mais de 58 milhões de lares no mundo todo na primeira temporada. Para muitos espectadores americanos, latino-americanos ou asiáticos, essa série é a principal representação de Paris que eles conhecem. Quando um turista brasileiro ou coreano visita a capital francesa com essas imagens na cabeça, o choque é garantido. E não do jeito bom.

Essa dissonância cognitiva entre expectativa e realidade explica em parte as decepções turísticas documentadas. O sociólogo Jean-Didier Urbain fala da "síndrome de Paris" — sim, isso existe de verdade, essa depressão passageira que atinge alguns visitantes (sobretudo japoneses) confrontados com a distância entre o Paris sonhado e o Paris real. A embaixada do Japão em Paris receberia cerca de uma dúzia de casos por ano de turistas em choque cultural precisando de assistência psicológica. Só isso já diz muito.

O sucesso da série (renovada por 4 temporadas, até 2024) também interroga nossa época. Por que essa nostalgia de um Paris eterno, congelado numa espécie de era de ouro quimérica? A resposta talvez esteja — bem, é minha hipótese — na ansiedade contemporânea: diante de um mundo globalizado, complexo, atravessado por crises (climática, sanitária, econômica), o Paris de Emily oferece um refúgio meloso, mas reconfortante. Um mundo onde os problemas se resolvem em 22 minutos, onde o amor triunfa sob os telhados de zinco, onde a elegância vence a precariedade. Ou melhor dizendo: onde dinheiro nunca é problema.

O próprio Darren Star assume essa abordagem. Questionado pela Variety em outubro de 2020, ele declarou: "Eu não faço documentários. Eu crio sonhos, escapes. As pessoas não assistem minhas séries pra ver a realidade, mas pra fugir dela." Certo. Mas a que custo? O de perpetuar estereótipos que prejudicam a compreensão mútua entre culturas? O de apagar a diversidade real de uma cidade em favor de um cartão-postal? Perguntas em aberto — e que não têm solução fácil à vista, aliás.

Perguntas e respostas

*1. Quem criou a série Emily in Paris e quando ela foi lançada?

Emily in Paris foi criada por Darren Star, o produtor e roteirista americano famoso por ter criado Sex and the City e Beverly Hills 90210. A série estreou na Netflix em outubro de 2020. Já no primeiro mês, alcançou 58 milhões de lares, segundo dados da própria Netflix, tornando-se um dos maiores sucessos da plataforma naquele ano. Foi imediatamente renovada para uma segunda temporada, depois uma terceira e uma quarta, mostrando seu sucesso comercial mundial apesar das críticas francesas ácidas. Bem, sucesso comercial, sim. Artístico é outra história.

2. Qual é o pitch básico da série?

Emily Cooper, uma jovem profissional de marketing de cerca de 25 anos, originária de Chicago, recebe uma oferta de emprego inesperada numa agência de marketing parisiense de luxo chamada Savoir. Ela aceita a oportunidade apesar de um obstáculo enorme: praticamente não fala francês e não conhece nada da cultura francesa. Uma vez em Paris, ela deve trazer "a perspectiva americana" e conhecimento em marketing digital para essa agência tradicional — como se os franceses nunca tivessem ouvido falar de Instagram, né. A série acompanha suas aventuras profissionais e românticas na capital francesa, suas relações complicadas com colegas franceses (que a odeiam no começo, mas acabam adorando, claro), seus casos com Gabriel (o vizinho chef de cozinha, camisa aberta obrigatória) e outros pretendentes, tudo isso enquanto documenta sua descoberta de Paris pela sua conta de Instagram muito seguida. Resumindo: sonho americano transplantado.

3. Quais são os principais veículos franceses que criticaram a série e o que reprovavam nela?

Três grandes veículos franceses se destacaram na crítica à série. O Le Monde publicou um artigo intitulado "Emily in Paris: o Paris da Netflix não existe", denunciando o acúmulo de lugares-comuns dignos de um folheto turístico ultrapassado. O Libération publicou um artigo de Juliette Rousseau acusando a série de devolver "uma imagem colonial" dos franceses, sistematicamente apresentados como exóticos e observados com condescendência pela heroína americana providencial. O site Konbini listou "as 20 aberrações parisienses" — e poderiam ter encontrado 50, apontando as incoerências factuais como os deslocamentos improváveis de salto alto ou as festas em Versalhes que não existem na realidade. A crítica em comum? Um Paris de cartão-postal que apaga a complexidade social, cultural e econômica da cidade real. E, sinceramente, eles não estão errados.

4. Quanto custa realmente um quartinho de empregada em Paris e qual é seu tamanho médio?

Ao contrário da série, onde Emily mora num quartinho de empregada espaçoso e charmoso com vista panorâmica, os verdadeiros quartinhos de empregada parisienses medem geralmente entre 9 e 12 metros quadrados. Sim, você leu certo: 9 a 12. Em 2020, o aluguel mensal para esse tipo de imóvel variava entre 700 e 1.000 euros, dependendo do bairro e do estado do imóvel, o que dá algo entre 80 e 100 € o metro quadrado, só para constar. Esses quartos, localizados sob os telhados no sexto ou sétimo andar sem elevador (boa sorte carregando compras), muitas vezes não têm banheiro privativo: banheiro e chuveiro no corredor, compartilhados com outros moradores. O preço médio do metro quadrado em Paris atingiu 10.860 euros em 2020, segundo os cartórios notariais da França, tornando a capital inacessível para muitos jovens profissionais, que precisam se contentar com espaços minúsculos ou se mudar para o subúrbio. Mas na série, tudo isso desaparece como que por mágica.

5. Qual porcentagem da população parisiense nasceu no exterior e quantos idiomas são falados ali?

Segundo o INSEE em 2020, 23% dos moradores de Paris intramuros nasceram no exterior, ou seja, quase um em cada quatro habitantes — uma taxa bem superior à média nacional francesa de 13%. Essa diversidade se traduz numa riqueza linguística excepcional: estima-se que mais de 180 idiomas diferentes sejam falados nos pátios das escolas parisienses. As principais comunidades estrangeiras vêm da Argélia, de Portugal, do Marrocos, da Tunísia, da China e da África subsaariana. Essa realidade multicultural está totalmente ausente em Emily in Paris*, que apresenta uma cidade quase exclusivamente branca, onde a diversidade se resume a Mindy, a amiga chinesa herdeira (porque, claro, todo asiático em Paris é herdeiro bilionário). A série assim perpetua uma visão obsoleta e fantasiosa da composição social parisiense, aquela dos anos 1950, para não dizer 1850.

Perguntas discursivas

1. Você acha que uma série de entretenimento tem responsabilidade na representação cultural de uma cidade ou país, ou o público deve entender que se trata simplesmente de ficção destinada ao escapismo?

2. Darren Star defende sua abordagem dizendo que cria "sonhos" e "escapes", não documentários. Em que medida esse tipo de representação fantasiosa pode influenciar as relações interculturais e as expectativas de turistas ou expatriados que realmente se instalam numa cidade?

3. Se você tivesse que criar uma série realista sobre um(a) expatriado(a) lusófono(a) (brasileiro(a) ou português(a)) que se instala em Paris, quais aspectos da vida parisiense contemporânea você mostraria para evitar os clichês, mas ainda assim contar uma história cativante?

— Vincent

Leitura livre para os Soltos. Alguns artigos são reservados aos Soltos+ — é o que permite que este blog exista. Ver planos →

Revisado por Vincent, nosso serial-corretor · 20 de julho de 2026

#B2#Cinéma#Série#Netflix#Culture#Critique#Cliché#Carton-pâte
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