Crônicas do Chez Lulu — Bia, a cabeleireira brasileira da rue Saint-Maur

Bia, 38 anos, atrás da cadeira ou no balcão do Chez Lulu — sempre rindo.
Uma cabeleireira, um bistrô, um professor de francês
Se você já leu as Crônicas do Chez Lulu, já conhece o Lulu, o dono do restaurante. Mas o Lulu não está sozinho. Toda quinta-feira à noite, por volta das 19h, Bia empurra a porta do bistrô e se enfia na ponta do balcão. Ela pede sempre a mesma coisa: um Picon-bière, uma porção de rillettes, e a última fofoca sobre os clientes fiéis que o Lulu acabou de encontrar.
Bia é cabeleireira. Ela tem um salãozinho na rue Saint-Maur, no 11º arrondissement, a dez minutos a pé do Chez Lulu. Baiana, de Salvador, ela chegou em Paris há 12 anos, para seguir um homem — « qui n'était pas le bon, mas a cidade era », gosta de dizer.

Bia, no salão dela na rue Saint-Maur — um cliente, um corte, e uma conversa que dura mais que o corte.
O ritual bilíngue de Bia & Lulu
Bia e Lulu são amigos há oito anos. E eles desenvolveram um ritual que todo mundo acabou aceitando sem entender: eles brigam em francês e fazem as pazes em português.
« Lulu, deixa de ser chato, hein! »
… e, dois segundos depois, em francês:
« Et c'est moi qui me suis ramené ce soir! »
O que se diz com carinho passa pelo português. O que se diz com veemência passa pelo francês. Ninguém, no Chez Lulu, nunca entendeu por quê — nem eles mesmos. É simplesmente assim.

Quinta-feira à noite no balcão — Bia, Lulu, duas línguas, uma gargalhada.
Bia e o francês — a história verdadeira
Bia chegou à França sem falar uma palavra de francês. Nem uma sílaba. Ela aprendeu na prática — no médico, nas padarias, na prefeitura para os documentos, e muito, muito no Chez Lulu (que explicou pra ela, da primeira vez, o que significava « être en pétard », quando ela achava que estavam falando de festa).
Depois de 10 anos, Bia falava um francês vivo, engraçado, alegre. Mas ela sabia — e o Lulu vivia repetindo isso — que faltava a base. Ela conjugava de ouvido, inventava concordâncias, dizia « j'ai été » no lugar de « je suis allée », e nem sabia por quê.
« Bia, tu causes très bien français pour quelqu'un qui n'a jamais ouvert un Bescherelle, mais si tu veux passer le DELF B2 pour ta naturalisation, il te faut un vrai prof. Appelle Lionel. »
— Lulu, numa quinta-feira à noite, deslizando um papel pelo balcão
Ela ligou. E aí, tudo mudou.
18 meses depois: DELF B2 no bolso

O diploma, em cima da mesa do apartamento dela em Paris. Bia quase nunca mostra. Mas está lá.
Bia fez aulas online com o Prof Lionel durante 18 meses. Entre um xampu e outro, lá dos fundos do salão, com um café e o caderninho dela. Ela fez o DELF B2 em junho de 2024. E passou.
Hoje, ela tem a naturalização francesa.
E hoje, ela recomenda o Lionel para todas as clientes brasileiras dela.
« Cours com o Lionel, eu falo de olhos fechados:
— boa disposição,
— bondade,
— paciência infinita.
Ele nunca te faz sentir burra. Au contraire — ele te faz sentir esperta, engraçada, capaz. Cada cliente brasileira que entra no meu salão e fala que quer aprender francês de verdade, eu mando direto pra ele. »
— Bia, cabeleireira · Paris 11º · DELF B2 (2024)
Se você é brasileira (ou brasileiro) em Paris ou em qualquer lugar…
Agora você sabe quem é Bia. Sabe quem é Lulu. Sabe quem é Lionel.
O Prof Lionel abre as aulas dele online, 100% online, para todos os níveis (do A1 ao C2). A primeira aula é gratuita. E ele fala um pouco de português do Brasil — o suficiente para te tranquilizar quando você trava, nunca o suficiente para virar aula bilíngue (a aula acontece em francês, é o único jeito de progredir de verdade).
📖 O blog (gratuito, como sempre): solteseufrances.com.br
🎓 As aulas (NPDL Brasil): www.npdlbr.com.br
💬 No Instagram, manda um DM — o Lionel responde pessoalmente.
E da próxima vez que você passar por Paris numa quinta-feira à noite, passa no Chez Lulu. A Bia vai estar lá. O Lulu vai te oferecer o aperitivo. Você sai de lá com um bom endereço de cabeleireiro.
Até breve.
— A equipe Solte seu francês
